quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Prática Regular

Às vezes, os alunos cometem o erro de praticar demais ou muito pouco, mas a pratica insuficiente é o problema mais comum.
O real valor do judô aparece somente como resultado de uma prática regular. Para conseguir os melhores benefícios físicos, mentais e espirituais do judô, o aluno deve praticar todos os dias, sem falhar. Nos dias em que é impossível treinar no dojo, o aluno deve, no minimo, praticar o Seiryoku Zen'yo Kokumin Taiiku.


DOIS MÉTODOS DE TREINAMENTO


Até agora de dois aspectos principais no treinamento do judô: o desenvolvimento do corpo e o treinamento das formas de ataque e defesa. Os treinamentos fundamentais para esses dois próprios são: 1º o kata e 2º o randori

A kata, palavra que significa forma, é um sistema de movimentos preestabelecidos que ensina os fundamentos do ataque e da defesa. O kata inclui técnicas para bater, chutar, apunhalar e varias outras, alem de usar os movimentos de arremessar e segurar o oponente, que também são praticados no randori. Essas técnicas são praticadas apenas no kata, porque somente nesse sistema os movimentos são preestabelecidos e cada praticante sabe o que o outro fará.

Randori significa 'pratica livre'. os parceiros se encontram em aproximam-se um do outro como se estivessem em uma verdadeira competição. eles podem fazer arremessos, imobilizações, estrangulamentos e também aplicar chaves de juntas, mas não podem golpear ou chutar, ou usar técnicas que são apropriadas apenas no combate real. as condições principais do randori são: os participantes devem tomar cuidado para machucar uns aos outros e devem seguir a ética do judô, que é obrigatória para eles obterem o máximo beneficio do randori.

O randori pode ser praticado como treinamento dos métodos de ataque e de defesa ou como educação física  Em ambos os casos, todos os movimentos são feitos de acordo com o principio da máxima eficiência. Se o objetivo é treinamento de ataque e defesa, é suficiente que haja concentração na execução apropriada das técnicas  Mas alem disso, o randori é ideal para desenvolver o cuidado com o físico  pois envolve todas as partes do corpo, e diferentemente das ginasticas, todos os seus movimentos tem um proposito e são executados com espirito  O objetivo desse treinamento físico organizado e constante é controlar com perfeição a mente e o corpo e preparar a pessoa para reagir em qualquer emergência ou ataque, acidental ou intencional.

Treino da Mente


Tanto o kata como o randori são formas de treinamento mental, mas, dos dois, o randori é o mais eficiente.

No randori, você deve buscar as fraquezas do oponente e estar pronto para atacar com todos os recursos disponíveis no momento em que encontrar a brecha, mas sem violar as regras do judô. A pratica do randori faz com que os alunos fiquem mais interessados, sinceros, cuidadosos, cautelosos e determinados para a ação. Ao mesmo tempo, eles aprendem a analisar, a tomar decisões rápidas e agir imediatamente, pois, tanto no ataque quanto na defesa, no randori não ha lugar para a indecisão.

No randori, nunca se sabe que técnica o oponente irá usar em seguida, então o praticante fica o tempo todo em guarda. Estar alerta se trona uma segunda natureza. O praticante também adquire boa postura e autoconfiança por saber que é capaz de lidar com qualquer eventualidade  os poder de atenção, observação, imaginação, raciocínio e julgamento aumentam, e esses são atributos uteis tanto na viada diária como no dojo.

Praticar o randori é investigar as relações complexas, mentais e físicas  que existem entre os lutadores. Centenas de valiosas lições são extraídas desse estudo.

No randori, aprendemos usar o principio da máxima eficiência mesmo quando podemos facilmente vencer o oponente com a técnica apropriada do que com a força bruta. Essa lição é útil no dia-a-dia: o aluno percebe que uma persuasão apoiada na logica firma acaba sendo mais eficiente que o uso da coerção.

Outro principio do randori é aplicar apenas a quantidade certa de força - nunca de mais, nunca de menos. Todos nós conhecemos pessoas que não conseguiram o que queiram porque não utilizaram a quantidade certa do esforço que era necessário. Ou eles não chegaram onde deveriam, ou não souberam quando parar.

No randori, as vezes nos defrontamos com um oponente que está fora de si em seu desejo de vencer. Somos treinados para não resistir diretamente com força, mas a jogar o oponente ate que sua fúria e sua energia fiquem esgotados, e só então atacamos. Essa lição é útil quando encontramos na vida diária uma pessoa desse tipo. Como nenhum argumento racional funcionara com alguém assim , tudo o que podemos fazer é esperar até que ela se acalme.

Esses são apenas alguns exemplos de como o randori pode contribuir no treinamento intelectual das mentes jovens.


TREINAMENTO ÉTICO

Vamos ver agora como a compreensão do principio da máxima eficiência se transforma em treinamento ético.

Existem pessoas nervosas que por natureza e que ficam raivosas por qualquer motivo. O judô pode ajuda-las a se controlar. Através do treinamento, rapidamente elas descobrem que a raiva é um desperdício de energia e que só exerce efeitos negativos sobre elas mesmas e os outros.

O treinamento do judô também é muito benéfico para quem não tem autoconfiança por já ter cometido erros. O judô nos ensina a buscar a melhor atitude a ser tomada, não importando as circunstancias, ajuda-nos a compreender que a preocupação é um bom desperdício de energia. Paradoxalmente, uma pessoa que cometeu um erro e outra no auge do sucesso estão exatamente na mesma posição. Ambas precisam decidir o que farão a seguir, precisam escolher o caminho que devem tomar no futuro. Os ensinamentos do judô dão a todos os indivíduos o mesmo potencial para o sucesso, tirando-os da letargia e do desanimo, levando-os a um estado de atividade vigorosa.

Outro tipo de pessoa que pode se beneficiar com a pratica do judô é o descontente cronico, imediatamente culpa os outros por suas falhas. Essa tipo descobre que o estado negativo de sua mente mai contra o principio da eficiência máxima e que viver de acordo com esse principio é a chave para atingir um estado mental confiante.

ESTÉTICA


A pratica do judô traz muita satisfação: a sensação agradável que os exercícios trazem aos músculos e nervos, a satisfação de aprender a dominar os movimentos e a alegria de vencer as competições. Não menos importantes é a beleza e o prazer de ter um desempenho elegante e ver os outros também tendo. Essa é a essência do aspecto estético do judô.

[...]

trecho retirado do livro
            JUDÔ KODOKAN - por JIGORO KANO







Reflexão do Dia

O bambu chinês:
'Muitas coisas na vida são iguais ao bambu chinês...'
                                                               Jigoro Kano



Depois de plantada a semente deste incrível bambu, não se vê nada, absolutamente nada, por 4 anos, exceto o lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo.

Durante 4 anos, todo o crescimento é subterrâneo, numa maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende em todas direções dentro da terra.

Mas então, no quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir 24 metros. Covey escreveu: “Muitas coisas na vida (pessoal e profissional) são iguais ao bambu chinês.”

Você trabalha, investe tempo e esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes, não se vê nada por semanas, meses ou mesmo anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando e nutrindo, o “quinto ano” chegará e o crescimento e a mudança que foram processados vão deixá-lo espantado.

O bambu chinês mostra que não podemos desistir fácil das coisas… Em nossos trabalhos, especialmente projetos que envolvam mudanças de comportamento, cultura e sensibilidade para ações novas, devemos nos lembrar do bambu chinês para não desistirmos fácil frente às dificuldades que surgem e que são muitas…





segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ju-justsu ou Judô


"A arte (jutsu) é cultivada, mas a doutrina
(dô) é a essência do Judô".
                                                  Jigoro Kano


Com o intuito de melhor diferenciar o seu sistema, Kano escolheu o termo Judô, ao invés de
simplesmente acrescentar um adjetivo, como moderno, por exemplo, no vocábulo jujutsu.
Jujutsu pode ser traduzido por "técnica da suavidade". Por sua vez, Judô quer dizer "doutrina
ou caminho da suavidade", uma vez que ju tem o significado de "suave", "doce", "elástico" ou "flexível" , jutsu é traduzido por "arte", "técnica" ou "prática"; , por sua vez, significa "doutrina",
"modo" , "vida" , ou caminho" e tem, ainda, o sentido de "ensinamento moral ou religioso".
Chamando o seu novo sistema de Judô, Jigoro Kano, pretendeu elevar o termo "jutsu" (arte ou
prática) para "dô" , ou seja para a "vida" ou "caminho", dando a entender que não se tratava apenas
de uma mudança de nomes, mas que o seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica.


Em 1898, em uma de suas conferências, Jigoro Kano, assim se pronunciou:

"Eu estudei o jujutsu não somente porque o 
achei interessante, mas, também, porque compreendi que seria o meio mais eficaz para a educação do físico e do espírito. (. ..) "

"Porém, era necessário aprimorar o velho jujutsu, para torná-lo acessível a todos, modificar seus objetivos que não eram voltados para a Educação Física ou para a moral, nem muito menos para a cultura intelectual. (. . .) Por outro lado, como as escolas de jujutsu, apesar de suas qualidades tinham muitos defeitos, eu conclui que era necessário reformular o jujutsu mesmo como arte de combate. (...) "

"( . . .), quando eu comecei a ensinar, o jujutsu estava caindo em descrédito. Alguns mestres de jujutsu ganhavam a vida organizando "espetáculos" entre seus alunos, através de lutas 
simuladas, cobrando daqueles que quisessem assistir. Outros se prestavam a serem"artistas de luta" junto com profissionais de sumo e praticantes de jujutsu. Tais práticas degradantes prostituíam uma arte marcial e isso me era repugnante. Eis a razão de ter evitado o termo jujutsu e adotado o de Judô. E para distingüi-lo da academia "Jikishin Ryou" , que também empregava o termo Judô, denominei a minha escola de "Judô Kodokan", apesar de soar um pouco longo."

Jigoro Kano em fevereiro de 1882, inaugura sua primeira escola no templo budista "Eisho",
com uma área de treinamento de apenas 12 tatâmis. Em junho, marticula-se, Tsunejiro Tomita,seu primeiro aluno

Vem aí a Copa São Paulo 2013

O ano começou e a Federação Paulista de Judô já iniciou os trabalhos de planejamento e preparativos para a realização da edição 2013 da Copa São Paulo de Judô. Na edição passada, 2500 judocas foram inscritos na competição que ocorreu em dois dias. Recorde de participação de atletas e recorde de áreas de competição, doze. O mês da realização da competição já está definido: Março.



Hoje a Copa São Paulo pode ser considerado o maior torneio aberto do Brasil e as perspectivas para esse ano é que aumente o número de participantes, pois o evento é aberto para judocas de todas as federações do país.



A Copa São Paulo tradicionalmente abre a temporada de competições oficiais da Federação Paulista de Judô.



Então, programe-se, que em março teremos a Copa São Paulo 2013!



Imprensa FPJ

Fugindo um pouco do assunto


QUERO DEIXAR CLARO QUE ISSO É APENAS UMA MOSTRA DE MINHA PESSOAL OPINIÃO SOBRE O ASSUNTO



Isso ai, Copa do Mundo é prioridade para o atual governo...
ISSO COM CERTEZA É UM FATO CONHECIDO DO GOVERNO, e então o que aconteceu?, QUANDO FOI FEITO O PLANEJAMENTO... lógico que a educação é exemplar no nosso país... sem deixar de lado a segurança e saneamento que no Brasil tem sido prioridades.

Continuemos assim colocando futebol, carnaval e BBB em altos patamares, deixando que problemas realmente importantes sejam ofuscados pela mídia governamental.

E assim vamos torcer por mais um título mundial para nossa seleção em campo, porem é uma pena que no campo da dignidade e de direitos humanos estamos sendo derrotados por W.O.

Judoca não é pokemon... mas como evolui

A imagem mostra como a pratica do judô transforma não só a vida do esportista como também evolução da mentalidade, transformando em pessoa melhor e com um maior conhecimento de si


Judô de Jigoro Kano...


O céu e o inferno

Um Samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.

– Monge! - disse numa voz acostumada à obediência imediata.
Ensina-me sobre o céu e o inferno!

O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:

Ensinar a você sobre o céu e o inferno?
Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma.
Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais.
Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.

O samurai enfureceu-se.
Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

– Isto é o inferno - disse o monge mansamente.

O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado e piedoso

- Isso e o céu- completou o monge com serenidade.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Exercícios básicos - Aula de Judô


Exercícios básicos

No judô cada professor pode estabelecer o seu sistema de exercício, o plano geral de treinamento é o seguinte:
Taiso
Exercício de aquecimento, visa aquecer e tornar o corpo mais flexível, desenvolvendo também a musculatura.
Ukemi-No-Waza
Técnicas de amortecimento de queda (rolamentos).
1.Te-uti-ukemi -  Essa queda é utilizada para auxiliar com a coordenação dos alunos
2.Ushiro-ukemi
3.Yoko-ukemi
4.Zempo-kaiten-ukemi
5.Mae-ukemi

Uchikomi ou Butsukari

Treinamento de entradas de técnicas de projeção.

Tando-Geiko
Treinamento sombra, também conhecido como Tendoku-renshiu "sombra". É o equivalente ao uchi-komi (entrada de golpes) porém sem parceiro.

Nage-Ai (pronuncia-se nague ai)

Projeções alternadas. Treinamento em duplas, alternadamente cada um projeta (derruba) o companheiro de treino.
Kakari-Geiko (pronuncia-se kakari gueiko)
Treinamento defensivo. Nesse tipo de treinamento um dos componentes da dupla é designado a defender e o outro a atacar.
Yaku-Soku-Geiko (pronuncia-se yaku soku gueiko)
Projeções livres com movimentação. Treinamento com muita movimentação e projeção sem defesa ou disputa de pegada.
Handori (pronuncia-se randori)
Treino livre, "simula" ou reproduz o "Shiai" (competição), pelo qual a aplicação das técnicas é praticada contra um parceiro, atacando e defendendo, a diferença básica é que ocorre de forma mais "solta" mais "livre" que nas competições propriamente ditas.

Shiai

Competição. Exige muita habilidade técnica, tática, preparação física e mental. Atualmente as competições de alto nível envolvem a participação de diversos profissionais, não somente mais de um "Sensei", entre eles: preparador físico (geralmente especialista em fisiologia do exercício e/ou treinamento esportivo) nutricionista, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros. As técnicas já dominadas no randori devem ser aplicadas sob um determinado conjunto de regras, sujeitas à pontuações que devem ser avaliadas por três árbitros (um central mais dois laterais).


FRASES JIGORO KANO


O JUDÔ É UM BUQUÊ DE TODAS ESSAS FLORES.
A META FINAL DO JUDÔ É O APERFEIÇOAMENTO DO
INDIVÍDUO POR SI MESMO, DESENVOLVENDO UM
ESPÍRITO QUE DEVE BUSCAR A VERDADE ATRAVÉS DE
ESFORÇO CONSTANTE E DA SUA TOTAL ABNEGAÇÃO,
PARA CONTRIBUIR NA PROSPERIDADE E NO BEM
ESTAR DA RAÇA HUMANA.
                                                                                         
DOUTOR JIGORO KANO

Renraku-Waza


Renraku-Waza (Combinação de técnicas)

Esse tipo de seqüência de técnicas é utilizado quando:
•  A primeira técnica aplicada falha, havendo a necessidade da combinação de
uma segunda técnica para finalizar o ataque.
•  A primeira técnica é apenas uma finta, visando à aplicação da segunda
técnica.
•  A primeira técnica é defendida pelo companheiro, havendo a necessidade da
combinação da segunda técnica.

Exemplos:


Primeira Série
Ko-Uchi-Gari X Ippon-Seoi-Nage
Sasae-Tsurikomi-Ashi X O-Soto-Gari
Uchi-Mata X Ko-Uchi-Gari


Segunda Série
O-Uchi-Gari X Tai-Otoshi
Ippon-Seoi-Nage X Ko-Uchi-Makikomi
Morote-Seoi-Nage X Ko-Uchi-Gari


Terceira Série
O-Uchi-Gari X Harai-Tsurikomi-Ashi
Ko-Uchi-Gari X Uchi-Mata
Tai-Otoshi X O-Uchi-Gari


Quarta Série
Ko-Uchi-Gari X Morote-Seoi-nage
Ippon-Seoi-Nage X Waki-Otoshi
O-Uchi-Gari X Uchi-Mata


Quinta Série
O-Uchi-Gari X Harai-Goshi
Koshi-Guruma X O-Uchi-Gari
De-Ashi-Barai X Sode-Tsurikomi-Goshi


Sexta Série
Sasae-Tsurikomi-Ashi X Ko-Soto-Gake
Harai-Goshi X O-Soto-Gari
Koshi-Guruma X Ko-Uchi-Gari

Faixas Coloridas nas Artes Marciais


A Origem das Faixas Coloridas nas Artes Marciais

   
   
Lendas e mitos floresceram junto com a prática de artes marciais, tais como o judô e o
karate,  desde  o  começo.  Ainda,  parece  não  haver  significância maior  do  que  aquela
associada com as origens místicas da cobiçada  faixa preta.   Para o espanto de muitos
praticantes de artes marciais, a história da  faixa preta é um  tanto pequena no contexto
geral.

Muitas  histórias  existem  a  respeito  da  honrada  faixa  preta  em  vários  estilos  de  artes
marciais.  Uma  das  mais  comuns  que  se  ouve  é  a  de  que  o  artista  marcial  novato
começou tradicionalmente com uma faixa branca. Como ele treinou e praticou durante
Anos,  a  faixa  tornou-se  suja,  primeiramente  marrom  e  finalmente  preta  assim  que
aperfeiçoou suas habilidades marciais.

Apesar  de  essa  extraordinária metáfora  ter  sido  fornecida  com  um  pouco  de  folclore,
infelizmente,  não  se  tem  nenhuma  fonte  verídica. As  faixas  coloridas  nunca  fizeram
parte da antiga tradição das artes marciais.

Na verdade, a faixa preta foi usada primeiramente para designar a habilidade ou o grau
no  Judô  Kodokan  há  pouco mais  de  cem  anos.  O  Dr.  Jigoro  Kano,  um  educador  e
entusiasta  do  esporte  foi  o  primeiro  a  usar  a  faixa  preta  como  um  símbolo  para  os
estudantes  graduados  e  possuidores  de  Dan  em  sua  escola,  a  Kodokan,  fundada  em
1882, em Tókio. Antes disto, as escolas de Ju-jutsu, como a maioria das outras escolas
de artes japonesas tradicionais, utilizavam o complicado sistema de Menkyo como uma
forma  de  licenciar  os  estudantes  aos  níveis  técnicos  de  habilidades  particulares. Uma
compreensão  do  sistema  educacional  japonês  e  das  circunstâncias  sociais  requer  uma
perspectiva  histórica. O  treinamento  sistemático  de  guerra  e  de  armas  desenvolveu-se
primeiramente nas  tradições marciais, escolas, ou estilos (ryu ha) entre os séculos 11 e
15. Os Samurais reuniram-se em clãs, centrados em torno das famílias ou regiões, para
o  treinamento  de  armas  específicas  e  técnicas marciais. Assim  que  o  treinamento  se
tornou  mais  distinto  e  individual,  os  estilos  marciais  ou  escolas  (bujutsu  ryu)
começaram a se formar no início do período Tokugawa (1600-1868).

Antigas  artes  marciais  do  Japão  foram  eventualmente  classificadas  em  dezoito
ramificações  diferentes,  como mencionadas  no  Bugei  Ju-Happan.  Basicamente,  estas
categorias  são:  kyujutsu,  hojutsu,  tantojutsu,  naginatajutsu,  mojirijutsu,  bajutsu
(horsemanship),  sojutsu,  shurikenjutsu,  ganshinjutsu,  toritejutsu,  kusarigamajutsu,
bojutsu,  shinobijutsu,  suijutsu,  kenjutsu  (swordsmanship),  battojutsu,  jutte-jutsu,  ju-
jutsu.  Paralelamente,  muitas  escolas  de  outras  artes,  tais  como  a  caligrafia  (shodo),
pintura (sumi-e), ou as formas de cerimônia do chá (chado), foram criadas também para
disseminar suas  técnicas e estilos distintos. Estas escolas  também usaram o sistema do
Menkyo para  licenciar seus graduados. Geralmente os estudantes destes antigos  ryu  já
foram primeiramente  licenciados como Shoden. Seus  rankings progrediram então com
Chuden,  Okuden/Mokuroku,  Menkyo,  e  finalmente,  Menkyo  Kaiden,  o  último
significado,  literalmente, “licença da  transmissão  total”. Entretanto, cada ryu ha seguiu
seus  próprios  critérios  para  licenciar  estudantes.  A  seqüência  particular  e mesmo  os
vários títulos eram freqüentemente diferentes entre si.


As  Graduações  (rank)  eram  designadas  geralmente  por  certificados  especialmente
criados  ou  por  cartas  escritas  à  mão  do  professor  ou  fundador.  Freqüentemente,  os
níveis mais elevados eram acompanhados da apresentação de um Densho, pergaminhos
de  instruções  manuscritas  ou  de  registros  dos  segredos  dos  fundadores  das  várias
escolas.  Alguns  Densho  forneciam  instruções  detalhadas  e  ilustrações  gráficas  de
técnicas  particulares. Outros  usavam  palavras  e/ou  caracteres  descritivos  que  serviam
como uma ajuda à memória para técnicas avançadas (memória minemônica). Os últimos
documentos originais eram sem sentido às pessoas não familiarizadas com a linguagem
particular dos ryu ha.
 
Devido à natureza sigilosa dos vários ryu ha e seus instrutores, o sistema de graduação
do menkyo  teve  várias  desvantagens.  Primeiramente,  não  havia  nenhuma maneira  de
avaliar  ou  comparar  níveis  de  habilidade  equivalentes  dos  graduados  das  escolas
diferentes. Adicionalmente, as etapas entre licenças separadas podiam levar o praticante
a qualquer lugar de alguns meses a diversos anos, dependendo da filosofia ou do estilo
particular do professor. Em  sua  juventude, Kano  aprendeu primeiramente  as bases do
ju-jutsu de Teinosuke Yagi. Mais  tarde, estudou o  ju-jutsu de Tenshin Shinyo Ryu sob
Hachinosuke Fukuda e Masatomo  Iso, bem  como o  ju-jutsu Kito Ryu  sob Tsunetoshi
Iikubo. Foram iniciado nos segredos de ambas as escolas.
Após  ter  fundado  sua  própria  escola;  o  Kodokan  em  1882,  Dr.  Kano  fez  também
estudos acadêmicos de muitos outros estilos do  ju-jutsu. Além a visitar e praticar com
os mestres ainda vivos, examinou com cuidado o Densho dos outro ryu ha de ju-jutsu.
Logo depois que se decidiu dar forma a seu próprio estilo de ju-jutsu, Dr.. Kano revisou
também  o  sistema  de  graduação  (ranking),  criando  dez  etapas  com  os  intervalos
relativamente  curtos  para  manter  os  estudantes  de  judô  interessados  em  progredir
através dos vários níveis técnicos.

Em  1883,  o  Dr.  Kano  dividiu  seus  estudantes  em  dois  grupos,  dos  não-graduados
(mudansha)  e  dos  graduados  (yudansha),  de  acordo  com  Naoki  Murata,  diretor  do
museu  de  judô  do  Kodokan.  Os  primeiros  yudansha,  ou  grau  Shodan,  eram  dois
estudantes  famosos  no  Kodokan  nesse  tempo,  nomeados  Tsunejiro  Tomita  e  Shiro
Saigo. Estes dois estudantes foram também os primeiros promovidos a segundo dan um
ano mais tarde.

Shiro  Saigo,  imortalizado  no  romance  de  ficção  de  Tsuneo  Tomita,  o  “Sugata
Sanshiro”,  e  nas  adaptações  nos  filmes  de  Akira Kurosawa  (década  de  40)  sobre  os
infames  torneios  entre  o  judô  e  o  ju-jutsu,  pulou  o  terceiro  dan  e  foi  promovido
diretamente a quarto dan no ano seguinte, em 1885, relata Muraka. Neste período, todas
as  graduações  de  Dan  foram  anunciadas  diretamente  pelo  Dr.  Kano  ou  fixadas  em
placas no Kodokan.
As  faixas pretas não  foram usadas como  símbolos de graduação Dan no Kodokan até
1886 ou 1887, relembram Muraka, sobre a época dos torneios metropolitanos da polícia
de Tókio entre a escola de  ju-jutsu  fundada por Hikosuke Totsuka e pelo Kodokan do
Dr.  Kano.  Após  a  vitória  decisiva  do  Kodokan,  os  certificados  ou  os  diplomas  não
foram emitidos pelo Kodokan até 1894, quase onze anos após a criação do sistema de
graduação Dan do judô.  Eventualmente, a habilidade ou o nível do judoca vieram a ser
denotados pelas faixas coloridas usadas em  torno da cintura com o  judogui. No Japão,
as  faixas  brancas  são  geralmente  usadas  por  todas  as  graduações  de  kyo,  embora
algumas escolas usem  também a faixa marrom para  indicar os níveis mais elevados do
kyo. As faixas azul, amarela, alaranjada, verde, e roxa usada pelos níveis intermediários do  kyu  tiveram  origem  na  Europa  e  foram  importadas  para  o  sistema  dos  Estados
Unidos durante o início dos anos 50.
As  faixas  pretas  são  tradicionalmente  usadas  pelos  praticantes  competitivamente
graduados,  primeiro  dan  (shodan)  até  o  quinto  dan  (godan).  Uma  faixa  vermelha  e
branca  é  usada  pelos  níveis  merecidos  pelo  serviço  prestado  ao  judô,  sexto  dan
(rokudan) até o oitavo dan (hachidan), e as faixas inteiramente vermelhas são reservadas
para o nono dan (kyudan) e o décimo dan (judan).
O karate incorporou ambos os sistemas, a graduação Dan e o uso da faixa preta, quando
Gichin Funakoshi, o mestre do karate de Okinawa, primeiramente demonstrou e mais
tarde ensinou a base de sua arte marcial de Okinawa no Japão durante a década de 20 no
Kodokan. O sistema de graduação Dan foi eventualmente incorporado ao Kendô (a arte
da espada), ao Aikido, e à maioria das outras  artes  tradicionais.   A origem das  faixas
coloridas,  bem  como,  o  significado  das  cores  particulares,  ainda  é  encoberta  de
mistérios, e pode permanecer perdida na história. Embora não  tenha deixado nenhuma
razão  registrada  para  as  várias  cores  usadas,  o  Dr. Kano  deixou  alguns  indícios. De
acordo com sua doutrina filosófica, não há limites para as melhorias e para o progresso
que se pode ter no seu treinamento de judô. Assim, o Dr. Kano acreditou que se alguém
conseguisse  um  estágio  mais  elevado  do  que  o  décimo  dan,  retornaria
conseqüentemente à faixa branca,  terminando desse modo o círculo completo do  judô,
como o ciclo da vida.

No caso desta eventualidade, deve-se salientar que o Kodokan decidiu que a faixa usada
por tal pessoa deveria ser aproximadamente duas vezes mais larga que a faixa comum,
para  impedir  que  os  novatos  confundissem  o  significado. Até  agora,  o Dr. Kano  é  a
única pessoa com a graduação de décimo segundo dan e com o título de Shihan.  O Dr.
David Matsumoto, autor de “An introduction to Kodokan history and philosophy”, cita
uma  combinação  de  duas  possibilidades  para  o  uso  tradicional  das  faixas  brancas,  o
significado simbólico da cor e dos aspectos práticos da produção  do uniforme.
“Primeiramente, o branco  teve um  significado  especial,  simbólico na cultura  japonesa
por  séculos”,  Dr. Matsumoto  escreve.  “O  povo  japonês  considera  geralmente  a  cor
branca como sendo o reflexo da pureza divina desde épocas antigas.”

Assim,  as  faixas  brancas  podem  ser mais  apropriadas  para  refletir  a  pura  inocência  e
virtude dos iniciantes, de acordo com o Dr. Matsumoto. Pode também refletir a seleção
do algodão usado no material do  judogui. Após o uso e  lavagem  freqüente, o material
colorido ou amarelo natural do algodão  tende a  tornar-se branco. Uma  suposição não-
autêntica  a  respeito  das  faixas  pretas  usadas  pelos  níveis  Dan  é  que  o  Dr.  Kano
emprestou  o  conceito  dos  esportes  japoneses  das  escolas  de  ensino  médio.  Os
competidores avançados eram  separados dos novatos em  torneios de natação por uma
fita  preta  usada  em  torno  da  cintura.  Como  um  distinto  educador  e  entusiasta  dos
esportes, o Dr. Kano  estava  certamente  ciente desta  tradição  e pode  tê-la  incorporado
em suas práticas no Kodokan. A seleção das faixas vermelhas e brancas para distinguir
os  níveis mais  elevados  pode  também  ter  sido  baseada  em  uma  preferência  cultural
simples, de acordo com Meik Skoss, um notável historiador das artes marciais e autor
de artigos numerosos sobre artes marciais japonesas. Os Japoneses dividem tipicamente
grupos  em  lados vermelhos  e brancos, baseados  em um  evento histórico pivotante. A
Genpei War era uma disputa entre dois clãs  rivais, o Genji e Heike. O Genji usava as
bandeiras brancas para  identificar  suas  tropas no campo de batalha, enquanto o Heike
usava  bandeiras  vermelhas.  Como  exemplos,  o  Sr.  Skoss  aponta  o  semestral  jogo
Kouhaku Shiai do Kodokan, onde os estudantes de  judô são divididos em dois grupos, vermelhos  e  brancos.  Esta  competição  teve  início  logo  depois  que  o  Kodokan  foi
formado e transformou-se em um evento tradicional. Além do mais, os competidores no
judô moderno são distinguidos por uma faixa branca ou vermelha na cintura, enquanto
que  os  competidores  do Kendô  são  identificados  por  um  tasuki  vermelho  ou  branco,
uma fita pequena amarrada à parte traseira da armadura.
Dr. Kano  tinha uma afinidade particular por  idiomas e grande  interesse acadêmico em
literatura clássica Chinesa, especialmente o I Ching, ou Livro das Mutações. O I Ching
é basicamente uma coleção de  sabedorias morais e políticas baseadas no conceito dos
opostos mútuos, o Yin e o Yang. A escolha das  faixas vermelhas e brancas  feita pelo
Dr. Kano deve ter sido uma representação simbólica do princípio da harmonia indicado
pelo equilíbrio de Yin e Yang.  Por outro lado, a criação do sistema de graduação Dan
do  Dr.  Kano  deve  ter  representado  uma  rejeição  radical  à  cultura  japonesa  e  uma
maneira deliberada de diferenciar seu novo e melhorado sistema, dos estilos tradicionais
de Ju-jutsu, de acordo com Skoss.
“A  era Meiji  foi uma  época de  grandes mudanças  sociais,  econômicas  e  políticas –  e
Kano  estava  certo  no meio  disso  tudo,”  disse  Skoss.  “Ele  foi  um  inovador  em  seus
métodos e  teve alguns problemas óbvios com a cultura  feudal  japonesa. Por exemplo,
ele  não  ficava  feliz  com  a maneira  que muitos  praticantes  de  ju-jutsu  eram  como  os
Punks  das  ruas,  e  que  usavam  o  que  tinham  aprendido  para  extorquir  dinheiro  dos
transeuntes ou para satisfazer seus egos distorcidos.”

Como  um  educador  e  um  racionalista,  que  desdenhou  superstições  sem  fundamentos,
Dr. Kano quis criar um sistema de treinamento que não fosse prejudicar o físico de seus
alunos e  também  levasse ao desenvolvimento de um padrão moral elevado e um  forte
caráter  individual. Ainda, ela estava em conflito com os  ryu mais antigos de  Ju-jutsu,
mas, sentiu muito que a tradição cultural tinha sido validamente preservada. Sua adoção
de um sistema novo de graduação deve ter sido uma rejeição às tradições do Ju-jutsu e
uma preservação da hierarquia tradicional japonesa.
“A sociedade  japonesa é verticalmente estruturada” Skoss explica. “Um forte senso de
posição  relativa  está  presente  em  toda  a  interação  social,  e  símbolos  de  graduação
também tem sido parte de uma cultura voltada para o período Heian e até mesmo antes.”
Skoss citou a adoção dos níveis de hierarquia encontrados nos mais antigos  relatos da
soberania Imperial Japonesa, bem como os chapéus coloridos denotando níveis e fortes
regulamentações  indicando  relações de graduação durante esses períodos. A utilização
das  faixas  coloridas  pelo  Dr.  Kano  para  denotar  níveis  de  graduação  deve  ter  sido
desenvolvida a partir dessas tradições, de acordo com Skoss.



Seja  qual  for  a  razão,  a  obtenção  da  faixa  preta  ainda  representa  uma  significante
evolução em habilidades técnicas e habilidades competitivas para a maioria dos Judocas
de todo o mundo. Contudo, como todos os Judocas graduados com Shodan rapidamente
aprendem  isto  também  representa  um  passo  inicial  no  caminho  para  uma  consciência
superior e um grande aperfeiçoamento, e que pode levar uma vida inteira de dedicação


Cronologia de vida de Kano



18 / 10 / 1860 - Data de nascimento

1877 - Ingressa na Universidade Imperial de Tóquio Torna-se aluno do Mestre Fukuda (Juj-itsu)

1878 - Funda o primeiro clube de basebol do Japão

1881 - Licenciado em letras Torna-se aluno da escola de Kito (Ju-jitsu),

1882 - Forma-se em Ciências Estéticas e Morais Em fevereiro, funda a sua Escola da qual deu o nome Judô Kodokan
- Em agosto é nomeado professor no Colégio dos Nobres

1884 - Nomeado adido do Palácio Imperial

1886 - Nomeado vice-presidente do Colégio dos Nobres

1889 - Viaja à Europa como Adido da Casa Imperial

1899 - Torna-se Presidente do Butokukai (Centro de estudo de artes militares)

1907 - Elabora os três primeiros Katas de Judô

1909 - Torna-se membro do Comitê Olímpico Internacional, como primeiro representante do Japão

1911 - Eleito presidente da Federação Desportiva do Japão

1922 - Passa a Ter assento na Câmara Alta do Parlamento Japonês

1924 - Nomeado Professor Honorário da Escola Normal Superior de Tóquio

1928 - Participa da Assembléia Geral dos Jogos Olímpicos de Amsterdã

04/05/1938 - Morre a bordo do navio que transportava ao Cairo onde se realizava a Assembléia geral do Comitê Internacional dos Jogos Olímpicos.

Mudanças nas regras do judô - 2013


No ano de 2009, o judô competitivo sofreu alterações nas regras que deixaram muitos praticantes
chateados. Durantes as competições até as Olimpíadas de Londres 2012 Olimpíadas de Londres 2012 Olimpíadas de Londres 2012 Olimpíadas de Londres 2012, muitos atletas ainda estavam
sendo eliminados das competições por conta das mudanças nas regras no que diz respeito à catadas
de perna. Pois bem, a Federação Internacional de Judô (FIJ) anunciou novas regras para o período de
2013.
Estas novas regras serão aplicadas a partir do Grand Slam de Paris, até o Mundial do Rio. Após este
período, a FIJ irá avaliar o desempenho durante as competições que ocorrerão em 2013 e irá decidir se
as novas regras serão definitivas ou não.
Mudanças nas regras do judô para 2013

Mudanças nas regras do judô - 2013

1. Juízes

A partir de 2013, será apenas um juiz e não três em cada luta. E, para ajudá-lo, um juiz na mesa de
vídeo e com comunicação via rádio com o juiz central.


2. Ippon 

A FIJ quer considerar como ippon ippon ippon ippon apenas os golpes realmente caracterizados como golpes que
poderiam, por exemplo, nocautear o atleta se não fosse no tatame. Ou seja, que os juízes sejam mais
rigorosos na hora de marcar um ippon. Além disso, cair em “posição de ponte” será considerado como
ippon.

3. Penalidades 

Nas novas regras, o primeiro shido por falta de combatividade será considerado punição. E se um
atleta for punido pela quarta vez, será desclassificado (hansoku-make). A diferença principal será que
o shido não dará mais pontuação. As pontuações só serão dadas através de aplicação de golpes. Se
uma luta terminar empatada, o lutador com mais shidos perderá.

4. Golden Score 

Durante o Golden Score, o primeiro que aplicar um golpe válido vence a luta, ou quem receber o
primeiro shido perde a luta. O mais significativo é que não haverá mais decisão dos juízes via
bandeira, pois não haverá mais limite de tempo durante o Golden Score Golden Score Golden Score Golden Score. A luta tem que ser vencida ou
pela aplicação de golpe válido ou até que um dos atletas seja punido.

5. Imobilizações (Ossae-Komi Waza)

Se a técnica de imobilização começar sendo aplicada na área de luta, mas for movida para fora, a
técnica continuará sendo válida. A pontuação e tempo do ossaekomi também mudaram. Nas novas
regras, com 10 segundos de imobilização o atleta ganha um yoko, 15 segundos um wazari e 20
segundos ippon.


Análise das novas regras 

A FIJ parece estar jogando cada vez mais a responsabilidade para os atletas. Atletas que amarram
muito a luta terão dificuldade de vencer apenas contando as punições ou decisão dos juízes. Quem
usa a estratégia de ir pra fora da área enquanto imobilizado também vai ter problema.
Aparentemente são mudanças boas. Nas Olimpíadas de Londres de 2012 vimos muitos excelentes
atletas perderem porque foram amplamente analisados por seus adversários que fizeram anti-jogo e
venceram mais por conta das regras do que por mérito próprio. Estas novas regras talvez seja uma
reação a este tipo de atitude. O Golden Score sem tempo é bastante significativo, pois o atleta vai ter que trabalhar para não tomar um shido por falta de combatividade, tornando a luta mais dinâmica.

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Seiryoku Zen'yo Kokumin Taiiku

É ensinado em todas as escolas do Japão como uma forma de educação física baseado no principio da máxima eficiência , visando o treino do corpo.


Esse kata é desenvolvido em 02 partes:

O primeiro é o Tadoku-renshiu, esse kata é praticado sozinho com repetição dos diversos golpes em todas as direções.

O segundo é o Satai-reshiu, esse kata é praticado com o companheiro e e´subdividido e3m kimi-shikie ju-shiki.

I. Tandoku-renshu – Exercícios executados sem parceiro

A. Goho-ate – Ataque em cinco direções.


1. Hidari-mae-naname-ate – Dar um golpe oblíquo à esquerda
2. Migi-ate – Dar um golpe para a direita
3. Ushiro-ate – Dar um golpe para trás
4. Mae-ate – Dar um golpe para a frente
5. Ue-ate – Dar um golpe para cima




B. O-goho-ate – Grandes golpes em cinco direcções


6. O.hidari-mae-naname-ate – Grande golpe oblíquo à esquerda
7. O-migi-ate – Grande golpe para a direita
8. O-ushiro-ate – Grande golpe para trás
9. O-mae-ate – Grande golpe para a frente
10. O-ue-ate – Grande golpe para cima


C. Goho-geri – Pontapés nas cinco direcções


11. Mae-geri- Pontapé para a frente
12. Ushiro-geri – Pontapé para trás
13. Hidari-mae-naname-geri – Pontapé oblíquo à esquerda
14. Migi-mae-naname-geri – Pontapé oblíquo à direita
15. Taka-geri – Pontapé para cima
16. Kagami-migaki – Limpar o espelho
17. Saya-uchi – Golpes à direita e à esquerda
18. Zengo-tsuki – Golpes para a frente e para trás
19. Ryote-ue-tsuki – Golpe para cima com as duas mãos
20. O-ryote-ue-tsuki – Grande golpe para cima com as duas mãos
21. Sayu-kogo-shita-tsuki – Golpe para baixo alternadamente à direita e à esquerda
22. Ryote-shita-tsuki – Golpe para baixo com as duas mãos
23. Naname-ue-uchi – Cortar obliquamente para cima
24. Naname-shita-uchi – Cortar obliquamente para baixo
25. O-naname-ue-uchi – Grande golpe oblíquo para cima
26. Ushiro-sumi-tsuki – Golpe oblíquo para trás
27. Ushiro-uchi – Golpe para trás
28. Ushiro-tsuki-mae-shita-tsuki – Golpes com o punho para baixo, para trás e para a frente


II. Sotai-rensho - Exercícios a dois


A. Kime-shiki – Método de decisão

a) Idori - Movimentos em posição de joelhos


1. Ryote-dori – Segurar os dois pulsos com as duas mãos2. Furi-hanashi – Lançar com força3. Gyakute-dori – Agarre invertido das duas mãos4. Tsukkake – Golpe com o punho ao estômago5. Kiri-kake – Golpe à cabeça com o sabre da mão


b) Tachiai – Movimentos em pé

6. Tsuki-age – Murro para cima (“uppercut”)7. Yoko-uchi – Murro para o lado8. Ushiro-dori – Agarrar os ombros por trás9. Naname-tsuki Cortar a carótida com o sabre10. Kiri-oroshi – Fender a cabeça com o sabre


B. Ju-shiki (Método de suavidade)

Video Go Kyu .wmv

Eu montei um vídeo com todos os golpes do Go Kyu.
Está completo, com os 40 golpes + algumas variações

Aproveitem :)
Go Kyu no Waza

Graduações


Graduações kyu

Há oito graus de kyu (seis na Europa, diferenciando-se em Portugal), os quais se distinguem pelas cores das faixas:

KYU - Brasil
08º KYU.
Mukyu.
Faixa Branca. (+)
07º KYU.
Nanakyu ou Shichikyu
Faixa Cinza. - (*)
06º KYU.
Rokukyu.
Faixa Azul. - (*)
05º KYU.
Gokyu.
Faixa Amarela. (**) - (++)
04º KYU.
Yonkyu. ou Shikyu.
Faixa Laranja./ Abóbora.
03º KYU.
Sankyu.
Faixa Verde.
02º KYU.
Nikyu.
Faixa Roxa.
01º KYU.
Ikyu.
Faixa Marrom. (*+)
OBSERVAÇÕES
(*) Apenas para pessoas com menos de 18 anos de idade.
(+) Todo judoca inicia no judô nesta faixa.
(**) Segunda faixa para os judocas com mais de 18 anos de idade.
(++) Quarta faixa para os judocas com menos de 18 anos de idade.
(*+) Última (sétima ou nona) faixa para o judoca.

KYU Europeu
06º KYO.
Rokukyu.
Faixa Branca. (+)
05º KYU.
Gokyu.
Faixa Amarela
04º KYU.
Yonkyu. ou Shikyu.
Faixa Azul Escuro. 
03º KYU.
Sankyu.
Faixa Laranja./ Abóbora. 
02º KYU.
Nikyu.
Faixa Verde.
01º KYU.
Ikyu.
Faixa Marrom.



KYU - Portugal
06º KYO.
Rokukyu.
Faixa Branca. (+)
05º KYU.
Gokyu.
Faixa Amarela
04º KYU.
Yonkyu. ou Shikyu.
Faixa Laranja./ Abóbora. 
03º KYU.
Sankyu.
Faixa Verde.
02º KYU.
Nikyu.
Faixa Azul. 
01º KYU.
Ikyu.
Faixa Marrom.



Graduações dan
As graduações de dan avançam de modo crescente, ao contrario das graduações kyu,
indo do 1º dan (shoudan) ao 10ºdan (juudan).
Esses graus se diferenciam pelas seguintes cores das faixas:

DAN
 DAN
Shoudan ou Ichidan
Faixa Preta
 DAN
Nidan
Faixa Preta
 DAN
Sandan
Faixa Preta
 DAN
Yondan ou Shidan
Faixa Preta
 DAN
Godan
Faixa Preta
 DAN
Rokudan
Faixa Vermelha e Branca
 DAN
Nanadan ou Shichidan
Faixa Vermelha e Branca
 DAN
Hachidan
Faixa Vermelha e Branca
 DAN
Kyuudan ou Kudan
Faixa Vermelha
10º DAN
Juudan
Faixa Vermelha